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Léo Jaime, o Rock estrela

Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


Leonardo Jaime, ou apenas Léo Jaime, é um artista versátil que não parou no tempo. Desde o começo da sua carreira como compositor (parcerias com Eduardo Dusek - Rock da Cachorra -, João Penca e seus Miquinhos Amestrados) e principalmente como cantor, ele não ficou preso a sua geração. Nos anos 80, Léo criou hinos como ‘As sete vampiras’, Amor colegial’, ‘Nada mudou’ e tantas outras. Desde então, mostra todo seu lado versátil como escritor e ator. Em uma entrevista exclusiva ao Blog Desburocratizando, o cantor falou sobre sua carreira e seus novos projetos. “Tenho muitos planos. Um show intimista, de intérprete (cantando músicas de outros autores), um DVD registrando meus sucessos pela primeira vez, uma trilha para musical, um livro, um programa para TV por assinatura, a nova temporada de Amor e Sexo e outras coisinhas mais”.


1. Você é cantor, compositor, escritor, ator, ... enfim, um artista polivalente. O que mais lhe agrada?

Gosto de escrever e interpretar. Gosto também de trabalhar com outros artistas. Poder variar é uma exigência permanente, é difícil, mas tem suas compensações.


2. Recentemente, você encarnou o papel de Dom João no musical “ Era no tempo do Rei”, de Ruy Castro, com direção de João Fonseca. Além disso, tem feito Stand-up Caneco 90. Você não consegue ficar longe dos palcos?

Gosto de trabalhar. Nem sempre é nos palcos. Mas, afinal, esta é minha carreira. Fiz uma temporada com o Comédia em Pé, foram 67 apresentações. Mas sou novato ainda nesta área. Em musicais já tenho bastante experiência. Gosto muito.


3. Além do teatro, você participa às segundas do programa Hora do Blush, no quadro Homens de Segunda com o Fernando Caruso, na rádio SulAmérica Paradiso. Fale um pouco sobre este quadro?

Caruso e eu animamos as segundas-feiras falando de improviso sobre qualquer tema que nos sugerem. O prazer de estarmos ali com Isabella é responsável pelo bom humor e é só isso. Sempre acho que nos divertimos mais do que os ouvintes.


4. Você foi um dos organizadores do revival dos anos 80 que trouxe artistas que estavam esquecidos pela mídia, como por exemplo, Dulce Quintal, Rosana, entre outros. A que atribui este esquecimento da mídia por artistas que fizeram a história da música?


Não posso dizer que esteja na raiz do revival dos anos 80 mas promovi um encontro e a retomada de carreira, pelo menos aos olhos da mídia, de alguns colegas do Rock Brasil. São coisas diferentes, mas que se tangenciam.


5. O produtor Marcelo Froes, comentou, recentemente, em uma entrevista, que a venda de discos não dá mais dinheiro. Você concorda? O download pago de músicas é a solução?

Seria bom se rolasse no Brasil. Pirataria não é uma coisa comum no mundo todo. É toda uma cultura que se formou ou se desfez, sei lá, em torno do CD e da indústria no Brasil. Mas o fato é que não dá mais camisa a quase ninguém.


6. Falando nisso, até que ponto, a pirataria ainda assombra as gravadoras e, consequentemente, os artistas?

A pirataria e a carteirinha de estudante são os nossos demônios. A Une faz mal à cultura nacional na mesma proporção em que a pirataria. Só que ela prejudica o teatro e os shows e não os discos e filmes que são feitos pela indústria. Ela gosta de prejudicar os artistas e produtores de espetáculo nos exigindo 50% de desconto sem nenhuma compensação. Duvido que conseguisse isso com montadoras de carro, construtoras e bancos. Mas com o aval de políticos calhordas eles conseguem fazer cortesia com nosso dinheiro. Pirata é falsificador e bandido. O fã de um artista devia homenagear quem idolatra e não enriquecer seus inimigos. Como disse, é uma coisa cultural.


7. Talvez, você seja um dos frequentadores mais assíduos do Twitter. O que acha desse canal de comunicação?


Acho muito bom essa democratização da informação. Embora também tenha consciência da entropia sendo consagrada ali.


8. Como anda a sua carreira como cantor? Seu último disco, Interlúdio, saiu em 2008. Tem planos de lançar um novo disco?

Tenho muitos planos. Um show intimista, de intérprete (cantando músicas de outros autores), um DVD registrando meus sucessos pela primeira vez, uma trilha para musical, um livro, um programa para TV por assinatura, a nova temporada de Amor e Sexo e outras coisinhas mais.


9. Se você pudesse voltar no tempo, mudaria algo na sua carreira?

Mudaria sim. Ficaria rico.


10. Para finalizar, você acha que combina ano de Copa de Mundo com eleições para Presidência da República? Está animado com estes dois eventos?

Gosto mais de Copa do que de eleições. E acho que não deviam ser no mesmo ano.

5 comentários:

Anônimo | 6 de julho de 2010 13:01

Achei excelente a entrevista, parabéns.

Anônimo | 6 de julho de 2010 13:04

Entrevista maravilhosa,parabéns a vc Vitor e bastante sucesso em sua carreira.

Anônimo | 6 de julho de 2010 14:53

Excelente artista...
A peça: "Era no Tempo do Rei", onde ele interpreta D. João foi
muito boa. Um musical de 1ª.

Pena que saiu de cartaz.

Anônimo | 6 de julho de 2010 14:55

Ah os anos 80, muito bom! As músicas (quando ainda tinhamos rock descente) e carros q marcaram (vide XR3 cabrio do clipe) época.

Mas falando do Léo Jaime, ele logo após estourar nas paradas de sucesso sumiu do mundo da música. Ouvi falar q ele não "falava a mesma língua" das gravadoras e deram um tipo de "gelo" nele. Alguém ai confirma essa história?

Anônimo | 6 de julho de 2010 15:03

mt bom

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