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Revista britânica destaca Brasil no combate à mortalidade infantil
Vitor Orlando Gagliardo - jornalista
govitor@yahoo.com.br

De acordo com a revista médica britânica, The Lancet, Brasil, Peru, China e México estão, entre os países emergentes, bem posicionados para cumprir os Objetivos do Milênio das Nações Unidas, em relação à mortalidade infantil. Esses objetivos são metas (veja abaixo) que os países-membros da ONU assumiram em busca de um mundo mais justo. Ainda de acordo com o noticiário, o Brasil fez progressos reduzindo as desigualdades e melhorando a cobertura primária estendendo-a quase toda a população. Acredita-se que quase todas as mulheres grávidas no país têm acesso a um obstetra.

Saiba um pouco mais sobre os Objetivos do Milênio das Nações Unidas

Os 191 Estados-Membros da ONU assumiram um compromisso de até 2015:

Erradicar a extrema pobreza e a fome
O número de pessoas em países em desenvolvimento vivendo com menos de um dólar ao dia caiu para 980 milhões em 2004, contra 1,25 bilhão em 1990. A proporção foi reduzida, mas os benefícios do crescimento econômico foram desiguais entre os países e entre regiões dentro destes países. As maiores desigualdades estão na América Latina, Caribe e África Subsaariana. Se o ritmo de progresso atual continuar, o primeiro objetivo não será cumprido: em 2015 ainda haverá 30 milhões de crianças abaixo do peso no sul da Ásia e na África.

Atingir o ensino básico universal
Houve progressos no aumento do número de crianças frequentando as escolas nos países em desenvolvimento. As matrículas no ensino básico cresceram de 80% em 1991 para 88% em 2005. Mesmo assim, mais de 100 milhões de crianças em idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana. Na América Latina e no Caribe, segundo o Unicef, crianças fora da escola somam 4,1 milhões.

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
A desigualdade de gênero começa cedo e deixa as mulheres em desvantagem para o resto da vida. Nestes últimos sete anos, a participação feminina em trabalhos remunerados não-agrícolas cresceu pouco. Os maiores ganhos foram no sul e no oeste da Ásia e na Oceânia. No norte da África a melhora foi insignificante: Um em cinco trabalhadores nestas regiões é do sexo feminino e a proporção não muda há 15 anos.

Reduzir a mortalidade na infância
As taxas de mortalidade de bebês e crianças até cinco anos caíram em todo o mundo, mas o progresso foi desigual. Quase11 milhões de crianças ao redor do mundo ainda morrem todos os anos antes de completar cinco anos. A maioria por doenças evitáveis ou tratáveis: doenças respiratórias, diarréia, sarampo e malária. A mortalidade infantil é maior em países que têm serviços básicos de saúde precários.

Melhorar a saúde materna
Complicações na gravidez ou no parto matam mais de meio milhão de mulheres por ano e cerca de 10 milhões ficam com seqüelas. Uma em cada 16 mulheres morre durante o parto na África Subsaariana. O risco é de uma para cada 3,800 em países industrializados. Existem sinais de progresso mesmo em áreas mais críticas, com mais mulheres em idade reprodutiva ganhando acesso a cuidados pré-natais e pós-natais prestados por profissionais de saúde. Os maiores progressos verificados são em países de renda média, como o Brasil.

Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Todos os dias 6,8 mil pessoas são infectadas pelo vírus HIV e 5.,7 mil morrem em conseqüência da Aids - a maioria por falta de prevenção e tratamento. O número de novas infeccções vem diminuindo, mas o número de pessoas que vivem com a doença continua a aumentar junto com o aumento da população mundial e da maior expectativa de vida dos soropositivos. Houve avanços importantes e o monitoramento progrediu. Mesmo assim, só 28% do número estimado de pessoas que necessitam de tratamento o recebem. A malária mata um milhão de pessoas por ano, principalmente na África. Dois milhões morrem de tuberculose por ano em todo o mundo.

Garantir a sustentabilidade ambiental
A proporção de áreas protegidas em todo o mundo tem aumentado sistematicamente. A soma das áreas protegidas na terra e no mar já é de 20 milhões de km² (dados de 2006). O A meta de reduzir em 50% o número de pessoas sem acesso à água potável deve ser cumprida, mas a de melhorar condições em favelas e bairros pobres está progredindo lentamente.

Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Os países pobres pagam a cada dia o equivalente a US$ 100 milhões em serviço da dívida para os países ricos. Parcerias para resolver o problema da dívida, para ampliar ajuda humanitária, tornar o comércio internacional mais justo, baratear o preço de remédios, ampliar mercado de trabalho para jovens e democratizar o uso da internet, são algumas das metas.

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

1 comentários:

Olimpia Rosa L. Lemos | 4 de junho de 2010 14:02

Olá Vitor,
Sempre que leio sobre as carências de uma população chego a uma conclusão: problemáticas geradas pela falta de uma educação que configure a base desse povo.
Comentando sobre o nosso Amado Brasil.
Poucas pessoas têm consciência que existe uma população razoável que não possue um banheiro em casa e não sabem como utilizá-lo, logo, sem noção do significado de higiene.
Temos formados em segundo grau que mal sabem escrever um bilhete.
Como modificar isso? Simples qualificação de professores para ensinarem as crianças e um programa junto as Prefeituras cativando as Famílias... mas, por favor, pensando mais na população e menos na politicagem.
O povo tendo educação terá saúde e se tornará mais capaz no desenvolvimento geral.
Tudo é simples quando se tem vontade de vencer.
Quanto mais unidos forem os elos da parceria Mundial, mais homogênea tende a ser a população da nossa Terra.
Olimpia Rosa
organizario@yahoo.com.br

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