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Música

Show do Luan Santana
Isabella Ardente


Neste último sábado, dia 18/12, aconteceu um show onde a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro investiu um milhão de reais para a festa de fim de ano dos servidores públicos, onde Luan Santana cantou suas músicas de maior sucesso, entre elas: Adrenalina, Meteoro, Sinais, Você não sabe o que é amor... O show contou com queima de fogos e efeitos especiais com fogo. Com uma mega-produção o show foi um sucesso! E compareceram mais de cinco mil pessoas.

Beijos, Isabella Ardente.

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Exclusivo

Para sempre Raimundos

Ele é o único integrante que jamais deixou a banda. Atualmente, ele toca guitarra e o vocalista do Raimundos, uma das maiores nomes do rock brasileiro. Rodrigo Campos, ou Digão, concedeu uma entrevista exclusiva ao Blog Desburocratizando, uma semana antes da gravação do DVD Roda Viva, em São Paulo. Ele falou sobre a trajetória, as brigas e o retorno da banda. ‘Podem esperar o verdadeiro recomeço, pé no chão e muito Rock Pauleira!’, disse.



1. Como está a preparação para a gravação do DVD Roda Viva?

Tá um suadouro danado! rs Mas transcorrendo tudo como havíamos planejado, o Denis (Produtor) ta muito empenhado e as parcerias ajudaram bastante. Vai ser um mega show épico! Ainda bem que vai ser filmado... rs.

2. Da formação original, restaram você e o Canisso, sendo que ele já largou a banda uma vez. O que o motivou a sempre permanecer na luta para dar continuidade ao Raimundos?

É o que eu mais gosto de fazer, dediquei minha vida a essa banda e não dei ouvidos aos invejosos! Não vejo motivos pra parar, a banda está muito bem, fazendo muitos shows, realmente não tenho a mínima vontade de desistir, pelo contrário, to adorando o desafio.

3. Alguns fãs se perguntam sobre a possibilidade de, senão à volta, um show com a formação original, incluindo o Rodolfo e o Fred. Você acha possível que isso ocorra?


Eu nem penso nisso, depende mais de quem saiu. Eu tô aqui no meu lugar feliz e contente!

4. A banda estava no auge em 2001 quando o Rodolfo resolveu sair. Passados quase dez anos, como ficou a amizade entre vocês?

Quando um não quer, dois não brigam, mas também não se falam.... Como eu já disse, to aqui muito tranquilo e feliz com minha vida e trabalho, quem saiu batendo as portas que venha fazer o favor de abri-las! Rs

5. Como foi a experiência com o Tico Santa Cruz nos vocais?

É muito bacana fazer shows com o Tico. Rola uma vibe bacana, muita diversão. É um show diferente, mas é um bom show. Ainda está rolando alguns com ele.

6. O que os fãs podem esperar deste recomeço dos Raimundos?

Podem esperar o verdadeiro recomeço, pé no chão e muito Rock Pauleira!

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Errata

A entrevista feita com a Prof. Liliana Ballos apresentou o seguinte erro:

Onde está escrito: ‘Atualmente, é professora de harmonia e percepção no departamento de MPB/Jazz do Conservatório de Tatuí - SP; na EMESP Tom Jobim, leciona história da música popular’.

Trocar para: ‘Atualmente, é professora de harmonia e percepção no departamento de MPB/Jazz do Conservatório de Tatuí e de piano complementar na FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista)’.

Para saber mais sobre a trajetória da professora Liliana Bollos entre neste link:

http://lattes.cnpq.br/4668034233565940

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Editorial

Alguém ficou surpreso?

Conforme antecipado no post da última terça, os parlamentares votaram e aprovaram o aumento de seus respectivos subsídios. O que mais chama a atenção é que nesses momentos não há rivalidades políticas entre a situação e a oposição. Todos tinham o mesmo objetivo: roubar (pois isto é roubo) os cofres de nosso país.

Vou divulgar abaixo os resultados da votação. Guardem esses nomes para nunca mais votarem nesses indivíduos.

Orientação dos Partidos

PMDB/PTC: Sim; PT: Sim; PSDB: Sim; DEM: Sim; PSB/PCdoB/PRB: Sim; PR: Sim; PP: Sim; PDT: Sim; PTB: Sim; PSC: Sim; PPS: Sim; PV: Sim; PMN: Sim; PSOL: Não; PHS: Sim; PTdoB: Sim.

Obs: Apenas o PSOL declarou e confirmou que votaria contrário à proposta.

Por partidos:
- DEM
Total de votos: 33
Apenas Major Fabio (PB) votou contrário ao aumento.

- PCdoB
Total de votos: 07
Todos votaram a favor do aumento.

- PDT
Total de votos: 17
Apenas Fernando Chiarelli (SP) e Sueli Vidigal (ES) votaram contrário ao aumento.

- PHS
Total de votos: 02
Todos votaram a favor do aumento.

- PMDB
Total de votos: 65
Apenas Lelo Coimbra (ES), Marcelo Almeida (PR) e Reinhold Stephanes (PR) votaram contrário ao aumento.

- PMN
Total de votos: 02
Todos votaram a favor do aumento.

- PP
Total de votos: 30
Todos votaram a favor do aumento.

- PPS
Total de votos: 08
Apenas Augusto Carvalho (DF) e Raul Jungmann (PE) votaram contrário ao aumento.

- PR
Total de votos: 23
Todos votaram a favor do aumento, exceto Inocêncio Oliveira (PE) que se absteve.
OBS: Tiririca votou a favor do aumento.

- PRB
Total de votos: 04
Todos votaram a favor do aumento.

PSB
Total de votos: 18
Apenas Capitão Assumção (ES), Luiza Erundina (SP) e Mauro Nazif (RO) votaram contrário ao aumento.

- PSC
Total de votos: 11
Apenas Regis de Oliveira (SP) e Takayama (PR) votaram contrário ao aumento.

- PSDB
Total de votos: 28
Apenas Alfredo Kaefer (PR), Emanuel Fernandes (SP), Gustavo Fruet (PR), José C Stangarlini (SP) votaram contrário ao aumento. Silvio Lopes (RJ) se absteve.

- PSOL
Total de votos: 03
Todos votaram contrário ao aumento.

- PT
Total de votos: 44
Apenas Assis do Couto (PR), Cida Diogo (RJ), Décio Lima (SC), Eduardo Valverde (RO), Iran Barbosa (SE), Luiz Couto (PB), Magela (DF), Paulo Pimenta (RS) e Vander Loubet (RS) votaram contrário ao aumento. Emilia Fernandes (RS) se absteve.

- PTB
Total de votos: 10
Apenas Ernandes Amorim (RO) votou contrário ao aumento.

- PTC
Total de votos: 02
Apenas Paes de Lira (SP) votou contrário ao aumento.

- PTdoB
Total de votos: 01
Votou a favor do aumento.

- PV
Total de votos: 10
Apenas Dr. Talmir (SP), Fernando Gabeira (RJ), Henrique Afonso (AC) e Luiz Bassuma (BA) votaram contrário ao aumento.
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Exclusivo

A história e repercussão da Bossa Nova

A entrevistada do Blog Desburocratizando é a professora Liliana Bollos, especialista em Bossa Nova, que está lançando o livro Bossa Nova e crítica – Polifonia de vozes na imprensa (Annablume Editora).

A paixão pela música começou dentro de casa para Liliana. Sua mãe estudou piano clássico até o sexto ano do conservatório, em São Paulo, e seu pai também tocava este instrumento mesmo sem tê-lo estudado. Assim, ela começou a estudar música antes dos seis anos. Viajou para a Áustria onde tirou o diploma em piano-jazz na Universidade de Artes de Graz, sob orientação de Harry Neuwirth. Atualmente, é professora de harmonia e percepção no departamento de MPB/Jazz do Conservatório de Tatuí - SP; na EMESP Tom Jobim, leciona história da música popular. Para saber mais sobre a autora, entre no site http://musicosdobrasil.com.br/liliana-bollos

Confira, abaixo, a entrevista exclusiva de Liliana sobre a história e a repercussão da Bossa Nova em nosso país.

1. Qual o contexto histórico que marcou o aparecimento da bossa nova?

A política de JK (50 anos em 5) imprimiu um modelo que foi seguido também pelas artes, de modo geral, embora, mesmo o que não dependia desse espírito otimista do presidente contribuía para dar feição aos anos JK. Por exemplo, no futebol, o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo em 1958 e ao mesmo tempo surgiu Pelé, figura emblemática, cuja carreira se desenvolveu também nesses anos.

Essa idéia de incorporação de tudo o que era novo e moderno passou a representar o governo JK, como o desenvolvimento, as estradas, as hidroelétricas, a arquitetura moderna, o cinema novo, a música. Moderno, novo, futuro, faziam parte dos sonhos, das utopias no Brasil. “Brasil, país do futuro”.

2. Qual foi a grande inovação que marcou este estilo musical?

João Gilberto é o nome que sintetizou as características que a Bossa Nova viria a ter. Suas execuções de canções bossanovistas junto com canções de décadas anteriores determinaram um novo modo de escuta, ou pelo menos despertou curiosidade.

Do ponto de vista da letra, passaram a tratar de assuntos mais amenos, como o próprio título do disco de João Gilberto denota “O amor, o sorriso e a flor”. Na harmonia e melodia, novos caminhos com diversos acordes mais sofisticados, com uso de “graus altos” como 9ª, 13ª, #11, deixando a música mais complexa e melodias com intervalos menos usuais. No ritmo o violão de João Gilberto impôs uma nova batida, aliada, claro, com o modo bem pessoal dele cantar. Os arranjos foram ficando menos densos (pelo número de instrumentos) e mais interessantes (pelo número de vozes), tendo a oportunidade de algum solista aparecer além do cantor, por ex.

3. Falando especificamente sobre a imprensa, como que a bossa nova foi recebida pela crítica especializada?

O livro BOSSA NOVA E CRÍTICA: POLIFONIA DE VOZES NA IMPRENSA é fruto de um estudo de doutorado que intitulei Um exame da Bossa Nova pela crítica jornalística: renovação na música popular sob o olhar da crítica desenvolvido no Departamento de Comunicação e Semiótica da PUC-SP em 2007. Na análise distingui três grupos distintos de crítica: a primeira, que vai do aparecimento de João Gilberto e a erupção de Chega de saudade em 1958 até os preparativos do concerto no Carnegie Hall em Nova Iorque em 21/11/1962. O segundo momento da recepção, o mais representativo, tumultuado e polêmico, é o próprio mês subseqüente ao concerto, quando as mais diversas tendências de crítica vão se colocar. Este terceiro momento, logo depois do grande debate, a Bossa Nova é recepcionada por uma crítica bem menos tumultuada e tendenciosa, mas determina um outro tipo de recepção. Nesse momento vários críticos se colocam com o interesse de buscar uma reflexão acerca daquele movimento renovador. Havia, naturalmente, um grupo francamente a favor e o do contra, como em toda nova estética que aparece. Mas havia críticos que estavam interessados em entender o que estava acontecendo, eram os críticos com conhecimento musical ou musicólogos, que discorreram de vários assuntos musicais em seus trabalhos. Isso é valioso!

4. Por que hoje não há tanto espaço nos veículos de comunicação para os novos e os grandes nomes desse estilo?

Com as novas mídias digitais, houve uma diluição do conhecimento, da divulgação, dos meios de comunicação, dos artistas, de tudo. Parece que as pessoas querem conhecer tudo, mas de forma menos específica. Parece que somos obrigados a consumir muito e rápido.

Há, hoje em dia, novos meios de comunicação, novos artistas, outros lugares para a crítica, com os novos leitores, a crítica se encontra também nesses novos formatos, como as revistas eletrônicas e blogs, que aos poucos vão encontrando seus leitores e parceiros. O que quero evidenciar com isso é que o espaço da crítica hoje é múltiplo, talvez até mais amplo que em épocas passadas quando poucos críticos dominavam um cenário cultural, monopolizando não só leitores, mas referendando, através de escolas de pensamento crítico, também as formas de pensar a cultura. Acredito que hoje há mais oportunidade de aparecer “novos” artistas do que antigamente. O problema é achá-los nessa vasta cadeia de opções.

5. Há quem diga que a bossa nova é mais valorizada no exterior do que no próprio Brasil. Você compartilha desta opinião?


Sim. Mas acontece o tempo todo por aqui. Os poetas concretos (Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari, entre outros) tiveram mais reconhecimento fora. Há várias músicas brasileiras de qualidade, temos o privilégio de ter Jobim, os mineiros do Clube da Esquina, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim e tantos outros grandes músicos. Carmen Miranda fez sucesso lá fora e foi muito criticada aqui. Muitos artistas brasileiros conseguem se apresentar em palcos estrangeiros tocando música popular brasileira, não somente Bossa Nova. Jobim dizia que ele não era compositor de bossa nova e sim de música popular brasileira. Nossa música é aceita lá fora, principalmente a Bossa Nova, que é tocada há 50 anos e traduzida, o que facilita muito o seu acesso em diferentes grupos, mas aqui também se ouve boa música, precisamos é procurar por ela.

6. Por fim, você poderia listar 10 clássicos da bossa nova?

Difícil. Vamos lá!

1. Chega de saudade (Jobim/Vinicius)

2. Desafinado (Jobim/Newton Mendonça)

3. Samba de uma nota só (Jobim/Newton Mendonça)

4. Garota de Ipanema (Jobim/Vinicius)

5. Rapaz de bem (Johnny Alf) composta antes, foi muito ouvida e estudada.

6. Triste (Jobim)

7. Wave (Jobim) (composta um pouco depois, mas muito difundida)

8. O barquinho (Menescal/Bôscoli)

9. Samba de verão (M Valle)

10. Insensatez (Jobim/Vinicius)

Eu colocaria ainda Batida Diferente (Mauricio Einhorn/Durval Ferreira) e Influência do Jazz (Carlos Lyra/Ronaldo Bôscoli)

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Literatura

Basta uma palavra

Basta uma palavra

Para que eu perceba que não estou sozinho

E que o mundo não está contra mim.

Basta uma palavra

Para que o meu sorriso seja largo

E minhas palavras sejam de consolo e motivação.

Basta uma palavra

Para que eu entenda que a vida

Não é um conto de fadas.

Basta uma palavra

Para que o meu egoísmo

Não me transforme em uma pessoa sem alma.

Basta uma palavra

Para que os meus verdadeiros amigos

Estejam ao meu lado.

Basta uma palavra

Para que a minha fé

Não se perca nos meus momentos de insensatez.

Basta uma palavra

Para que a pessoa que eu amo

Sinta o mesmo sentimento por mim.

Basta uma palavra

Para que entendamos que a vida pode ser melhor

Para aqueles que acreditem.

Inutilia truncat

(Acabe com as inutilidades)

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Editorial

Política: mais do mesmo

Há duas semanas escrevi que o Blog Desburocratizando teria o enfoque mais cultural e assim tem sido feito. No entanto, vou me permitir escrever sobre política, sobretudo sobre os abusos políticos.

Nesta semana será votado pelos parlamentares o aumento salarial para os parlamentares (desculpe pela repetição) e a presidente Dilma Rousseff. O Judiciário não terá aumento, pois a idéia dos parlamentares é justamente equiparar os salários dos três poderes. Caso alguém pergunte, sim as pessoas do Judiciário estão inconformadas.

Para quem não está sabendo, simplesmente o aumento proposto será feito da seguinte forma: os parlamentares que hoje ganham míseros R$ 16,5 milhões (mais inúmeros benefícios) querem reajustes no valor de R$ 26,7 mil. Se somados todos os 513 deputados e os 81 senadores, este custo implicará em um aumento de R$ 180 milhões.

Já a presidente Dilma também será recompensada. Seu salário pode pular de R$ 11.420 para R$ 26,7 mil. Será um aumento de 130%.

Vale lembrar que o orçamento para 2011 já está aprovado. Ou seja, esse aumento, se aprovado, causará corte em algum programa.

Seja sincero: você acha que este corte será em alguma obra do PAC?