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Matéria

MS: cai o número de casos graves e mortes por Gripe H1N1

Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


O Ministério da Saúde divulgou números otimistas em relação à gripe H1N1. De acordo com a entidade, entre os dias 28 de Fevereiro e seis de Março deste ano, 79 pessoas foram hospitalizadas em todo o país. Ainda em Fevereiro, 11 pessoas morreram devido ao vírus. Em nova pesquisa, a partir de Julho, não houve casos de mortes nem de hospitalização. Pode-se justificar esse resultado, após a extensa campanha de vacinação (88 milhões de pessoas foram vacinadas). No entanto, Ministério da Saúde continuará monitoramento do vírus pandêmico no país

Desde o início do ano, foram notificados 727 casos de pessoas que precisaram de internação e 91 mortes.


Cuidados na prevenção

Com o país ainda no inverno, a população deve ficar atenta, pois é nessa época do ano que costumam aumentar os casos de doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe - tanto a gripe comum (influenza sazonal) quanto à gripe H1N1 (influenza pandêmica).

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. No Norte e Nordeste, a tendência de crescimento vai de abril a junho. No Sul, Sudeste e Centro Oeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a outubro.

Portanto, a população deve reforçar os hábitos de higiene (como lavar as mãos frequentemente e usar lenços descartáveis ao tossir e espirrar) e ter atenção especial com crianças e idosos. Ao surgirem sinais de gripe ou resfriado, como febre, tosse, dor de cabeça e nas articulações, as pessoas não devem tomar remédios por conta própria (pois eles podem mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico) e devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

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Espiritualidade

O Rico Insensato ( Lc 12, 13-21)

Pe. Cleneu Magri - Vigário da Paróquia Sangue de Cristo

desburocratizando@gmail.com


(Reflexão do 18° domingo do tempo comum)


A liturgia deste domingo questiona-nos acerca da atitude que assumimos face aos bens deste mundo. Sugere que eles não podem ser os deuses que dirigem a nossa vida; e convida-nos a descobrir e a amar esses outros bens que dão verdadeiro sentido à nossa existência e que nos garantem a vida em plenitude.


No Evangelho, através da “parábola do rico insensato”, Jesus denuncia a falência de uma vida voltada apenas para os bens materiais: o homem que assim procede é um “louco”, que esqueceu aquilo que, verdadeiramente, dá sentido à existência.

Jesus recusa-se a envolver-se em questões de direito familiar e a tomar posição por um irmão contra outro (“amigo, quem me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?” - vers. 14). O que estava em causa na questão era a cobiça, a luta pelos bens, o apego excessivo ao dinheiro (talvez por parte dos dois irmãos em causa). A conclusão que Jesus tira (vers. 15) explica porque é que Ele não aceita meter-se na questão: o dinheiro não é a fonte da verdadeira vida. A cobiça dos bens (o desejo insaciável de ter) é idolatria: não conduz à vida plena, não responde às aspirações mais profundas do homem, não conduz a um autêntico amadurecimento da pessoa. A lógica do “Reino” não é a lógica de quem vive para os bens materiais; quem quiser viver na dinâmica do Reino deverá ter isto presente.


A parábola que Jesus vai apresentar na sequência (vers. 16-21) ilustra a atitude do homem voltado para os bens perecíveis, mas que se esquece do essencial - aquilo que dá a vida em plenitude. Apresenta-nos um homem previdente, responsável, trabalhador (que até podíamos admirar e louvar); mas que, de forma egoísta e obsessiva, vive apenas para os bens que lhe asseguram tranquilidade e bem-estar material (e nisso, já não o podemos louvar e admirar). Esse homem representa, aqui, todos aqueles cuja vida é apenas um acumular sempre mais, esquecendo tudo o resto - inclusive Deus, a família e os outros; representa todos aqueles que vivem uma relação de “circuito fechado” com os bens materiais, que fizeram deles o seu deus pessoal e que esqueceram que não é aí que está o sentido mais fundamental da existência.


A referência à ação de Deus, que põe repentinamente um ponto final nesta existência egoísta e sem significado, não deve ser muito sublinhada: ela serve, apenas, para mostrar que uma vida vivida desse jeito não tem sentido e que quem vive para acumular mais e mais bens é, aos olhos de Deus, um “insensato”.

O que é que Jesus pretende, ao contar esta história? Convidar os seus discípulos a despojar-se de todos os bens? Ensinar aos seus seguidores que não devem preocupar-se com o futuro? Propor aos que aderem ao Reino uma existência de miséria, sem o necessário para uma vida minimamente digna e humana? Não. O que Jesus pretende é dizer-nos que não podemos viver na escravatura do dinheiro e dos bens materiais, como se eles fossem a coisa mais importante da nossa vida. A preocupação excessiva com os bens, a busca obsessiva dos bens, constitui uma experiência de egoísmo, de fechamento, de desumanização, que centra o homem em si próprio e o impede de estar disponível e de ter espaço na sua vida para os valores verdadeiramente importantes – os valores do Reino. Quando o coração está cheio de cobiça, de avareza, de egoísmo, quando a vida se torna um combate obsessivo pelo “ter”, quando o verdadeiro motor da vida é a ânsia de acumular, o homem torna-se insensível aos outros e a Deus; é capaz de explorar, de escravizar o irmão, de cometer injustiças, a fim de ampliar a sua conta bancária. Torna-se orgulhoso e auto-suficiente, incapaz de amar, de partilhar, de se preocupar com os outros… Fica, então, à margem do Reino.

Esta parábola não se destina apenas àqueles que têm muitos bens; mas destina-se a todos aqueles que (tendo muito ou pouco) vivem obcecados com os bens, orientam a sua vida no sentido do “ter” e fazem dos bens materiais os deuses que condicionam a sua vida e o seu agir.

Muitos trabalhadores passam a vida numa escravatura do trabalho e dos bens, que não deixa tempo nem disponibilidade para as coisas importantes – Deus, a família, os irmãos que nos rodeiam. Muitas vezes, o mercado de trabalho não nos dá outra alternativa (se não produzimos de acordo com a planificação da empresa, outro ocupará, rapidamente, o nosso lugar); outras vezes, essa escravatura do trabalho resulta de uma opção consciente…

Quantas pessoas escolhem prescindir dos filhos, para poder dedicar-se a uma carreira de êxito profissional em busca de estabilidade financeira. Quantas pessoas esquecem as suas responsabilidades familiares, porque é mais importante assegurar o dinheiro suficiente para as merecidas férias. Quantas pessoas renunciam à sua dignidade e aos seus direitos, para aumentar a conta bancária… Tornamo-nos, assim, mais felizes e mais humanos? É aí que está o verdadeiro sentido da vida?

O que Jesus denuncia não é a riqueza, mas a deificação da riqueza. Até alguém que fez “voto de pobreza” pode deixar-se tentar pelo apelo dos bens e colocar neles o seu interesse fundamental… A todos Jesus recomenda: “cuidado com os falsos deuses não deixem que o efêmero vos distraia do fundamental”.

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Futebol

Seleção experiente
Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


Dos 24 jogadores convocados pelo técnico Mano Menezes para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos, 16 jogadores já passaram pelas divisões da base da seleção brasileira.

Veja a lista dos jogadores:

Alexandre Pato - disputou Sul-Americano Sub-20 2007 e Mundial Sub-20 2007- faz 21 anos no dia 2 de setembro.

Carlos Eduardo - disputou o Mundial Sub-20 de 2007 - tem 23 anos

Daniel Alves - disputou Sul-Americano Sub-20 e Mundial Sub-20 2003 - tem 27 anos

David Luiz - disputou Mundial Sub-20 2007 - tem 23 anos

Diego Tardelli - disputou Mundial Sub-20 2005 - tem 25 anos

Ederson - disputou Sul-Americano e Mundial Sub-17 2003 - tem 24 anos

Paulo Henrique Ganso - disputou Mundial Sub-20 2009 - tem 20 anos, completa 21 no dia 12 de outubro

Henrique - disputou amistosos pela Sub-20 em 2004 - tem 23 anos, completa 24 no dia 14 de outubro

Jefferson - disputou Sul-Americano e Mundial Sub-20 2003 e Pan-Americano 2003 - tem 27 anos

Lucas - disputou Sul-Americano Sub-20 e Sub-18 2007 - tem 23 anos

Marcelo - disputou Sul-Americano Sub-16 2004, Sul-Americano Sub-17 2005, Mundial Sub-17 2005, Mundial Sub-20 2007 - tem 22 anos

Neymar - disputou Sul-Americano Sub-16 e Sub-17 e Mundial Sub-17 2009 - tem 18 anos

Rafael - disputou Sul-Americano Sub-15 2005, Sul-Americano Sub-17 2007, Pan-Americano 2007, Mundial Sub-17 2007 - tem 20 anos

Robinho - convocado para o Sul-Americano Sub-20 2003, foi liberado por contusão - 26 anos

Sandro - disputou Sul-Americano Sub-20 2009 - tem 21 anos

Thiago Silva - Seleção Sub-20 em 2002 - tem 25 anos, completa 26 no dia 22 de setembro

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Matéria

Ministério da Saúde alerta sobre sintomas de gripe e resfriados durante o inverno
Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


De acordo com o Ministério da saúde, a população deve reforçar hábitos de higiene e ter atenção especial com crianças e idosos. Alerta também enfoca os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar um serviço de saúde ao surgirem sintomas

Desde o início da semana, o país tem registrado temperaturas baixas em quase todas as regiões. A previsão para os próximos dias, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é de muito frio. Com as temperaturas em queda, a população deve ficar atenta, pois durante o inverno é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum, também chamada de influenza sazonal, quanto à gripe H1N1, que surgiu no mundo em 2009.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. “Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é que o número de casos aumente entre abril e junho, meses mais chuvosos. Já no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a outubro”, explica Marcia Carvalho, Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

De acordo com dados preliminares do Sistema de Vigilância-Sentinela de Influenza do Ministério, na primeira semana de junho deste ano, já foi observado, em todo o país, um aumento no número de atendimentos por síndrome gripal. O conjunto de sintomas que costumam aparece em pacientes com gripe – como febre, tosse e dor de cabeça, entre outros – foi responsável por aproximadamente 15% do total de atendimentos nas 62 unidades de saúde responsáveis por monitorar os casos de influenza em todo o país.

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Opinião

O Direito Canônico

Dauglis Arrais - mestrando em Direito Canônico

desburocratizando@gmail.com


Ghirlanda define o direito canônico como: "conjunto das leis e das normas positivas dadas pela autoridade legítima que regulam o entrecruzar-se das relações intersubjetivas na vida da comunidade eclesial e, assim, constituem instituições, cuja totalidade produz a ordenação canônica". Assim, regulam a vida na comunidade eclesial, visando o bem da pessoa e das comunidades em todo o seu Corpo místico. Dessa forma, ela se incorporou de modo novo, à herança do Novo Testamento. O Direito Canônico está diretamente relacionado ao dia-a-dia de mais de um bilhão de católicos.

Objetivando o crescimento organizado da Igreja, nesta terra, e a salvação de todas as almas são necessárias normas, mas não só um conjunto de normas, mas todo um sistema de relações jurídicas, um complexo de vínculos que unam os fiéis e os situem dentro do corpo social da Igreja em suas ordens e fins, criem relações, organizem hierarquias, regulem condutas, determinem direitos e deveres, ritos e formas. A lei canônica traça regras necessárias para que o Povo de Deus possa orientar-se de maneira eficaz para a sua própria meta, compreende-se que tal direito deve ser amado e observado por todos os fiéis.

O Direito Canônico tem caráter pastoral e evangelizador, estas ações não podem se desenvolver de f orma arbitrária e anárquica, e só produzirão resultados se realizadas de forma ordenada e justa, já que a Igreja nos ensina também o respeito ao próximo e a liberdade legítima dos filhos de Deus.

É evidente a necessidade de apresentar ao Povo de Deus, às novas gerações e a todos os chamados a fazer com que seja respeitada a norma canônica, o vínculo concreto que ela tem com a vida da Igreja, para a salvaguarda dos delicados interesses das realidades de Deus, daqueles que não dispõem de outras forças para se fazer valer. A norma defende ainda aqueles delicados "bens" recebidos gratuitamente por cada fiel, o dom da fé, da graça de Deus.

Portanto, as normas do Direito Canônico não são simples normas criadas por legisladores eclesiásticos, mas declaração autorizada dos deveres e dos direitos, que se fundamentam nos sacramentos e que foram, instituídos pelo próprio Cristo. Como Direito se distingue de lei, (visto que a lei é uma expressão histórica do Direito) também Direito Canônico se distingue de código. Ele não se reduz a um código, pois ele é uma das maneiras de expressar o Direito na Igreja, mas não a única nem muito menos a essencial.

As normas contidas no Código de Direito Canônico devem ser conhecida por todos, deve ser formulada de modo claro, sem levantar qualquer espécie de dúvida e sempre em harmonia com as outras leis da Igreja. Devem ser abolidas as normas quando ultrapassadas; interpretar à luz do Magistério vivo da Igreja as normas que forem incertas. As normas devem ser aplicadas com flexibilidade devido a motivos pastorais, o que sempre distinguiu o direito canônico do direito estatal.

O Direito Canônico é dirigido a todos os fiéis e não somente para o clero; inclusive deve-se frisar que os leigos deveriam ter maior acesso e conhecimento da legislação da Igreja que abraçam, amam e respeitam, para saberem corretamente os direitos e deveres de sua condição de cristãos. O Direito Canônico é um grande instrumento para a salvação, para o homem quando entra em comunhão com Deus e com os outros. Daí deriva a funcionalidade que é realizada pela comunhão na única fé, nos sacramentos, na caridade e no governo ec lesial.

As leis canônicas, por sua natureza, devem ser observadas. Por isso, foi empregada a máxima diligência para que na preparação do Código se conseguisse uma precisa formulação das normas e que estas se escudassem em sólido fundamento jurídico, canônico e teológico.

A lei canônica, destinada à sociedade eclesial, isto é, à Igreja de Cristo, deve estar vinculada àquele fundamento teológico que lhe confere um essencial título de legitimidade eclesial; estando em sintonia com as circunstâncias mutáveis da realidade histórica do Povo de Deus, que foi constituído por obra do Espírito Santo e pela comunhão entre todos os batizados, pelo Amor, vem em primeiro lugar, acompanhado da ajuda de Deus que é pela Graça e pelos Dons e Carismas que Deus concede a cada um.

A Natureza do Direito Canônico tem diversas fontes, há aquelas divinas e positivas, ou seja, aquelas derivadas diretamente da Revelação e da vontade expressa de Cristo, fundador da Igreja, as de criação humana inspiradas pelo Espírito Santo e também aquelas derivadas de ordenamentos jurídicos considerados profanos, do chamado direito natural. Então, a natureza do direito canônico é dado pela própria natureza da Igreja, que tem como fonte primária, o antigo patrimônio de direito contido nos livros do Antigo Testamento e do Novo Testamento, de onde, emana toda a tradição jurídico-legislativa da Igreja.

O Estudioso do direito canônico deve ter mentalidade jurídica. Isto quer dizer que o canonista não é o especialista que discorre sobre o direito do ponto de vista estritamente teológico. Assim fazendo estaria a estudar a teologia do direito. Ao estudar o direito no mistério da Igreja, o canonista não pode abandonar seu papel de especialista em direito, para se tornar um teólogo. O direito canônico, como qualquer outro ramo da jurisprudência, rege-se por princípios próprios, peculiares à ciência jurídica, que devem ser respeitados. Daí a relevância da chamada mentalidade jurídica.

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Exclusivo

Entrevista com CJ Ramone

Flavio Bahiana - jornalista

flaviobahiana@gmail.com


Christopher Joseph Ward, mais conhecido como CJ Ramone, irá realizar entre os dias 19 e 24 de julho uma turnê pelo Brasil ao lado de Daniel Rey, produtor de alguns discos dos Ramones e co-autor de algumas músicas do grupo ao lado de Dee Dee e Joey Ramone. A turnê passará pelas cidades do Rio de Janeiro, Novo Horizonte, Goiânia, Brasília e São Paulo. Confira na entrevista abaixo um papo sobre esta turnê, a parceria com Daniel Rey, roubo de baixo, autismo e, claro, Ramones.


01 – Olá, CJ Ramone, Bem vindo ao Brasil para mais uma turnê! Quais são suas expectativas para esta tour pelo Brasil? Você irá tocar em cidades que nunca tocou antes e outras que faz muito tempo que você não realiza um show.

Eu espero que esta tour seja a melhor desde que os Ramones acabaram. Eu tocarei como CJ Ramone, não como Bad Chopper ou Los Gusanos. Esta turnê é uma celebração aos meus irmãos nos Ramones e para os novos e velhos fãs.

02 – Nesta turnê vocês irão tocar só músicas dos Ramones ou também tocarão algumas de sua carreira solo? Quais canções os fãs podem esperar nas apresentações?

Só Ramones!!!

03 – Está não é a primeira vez que você excursiona com Daniel Rey (produtor de alguns discos dos Ramones e co-autor de algumas músicas junto com Dee Dee e Joey Ramone), vocês são amigos há muitos anos. Como esta amizade cresceu?

Eu e Daniel somos muito amigos, sim. Mas nós também somos fãs dos Ramones e nós temos respeito um pelo outro como músicos. Nós temos uma química muito boa e trabalhamos muito bem juntos.

04 – Conte-nos sobre o outro membro da banda que tem acompanhado você e o Daniel Rey nas turnês, o baterista Mike Stamberg.

Mike Stamberg é um baterista de Long Island, Nova York, onde moro. Nós tocamos muitas vezes juntos na cena punk local. Ele é muito bom baterista e um grande fã dos Ramones. Ele também é ator quando não está nas turnês comigo e o Daniel Rey.


05 – E a sua outra banda, a Bad Chopper. Vocês ainda estão realizando turnês? Quais são os planos para o futuro?


Dois dos membros originais do Bad Chopper saíram da banda, então, não haverá mais nada. Por enquanto vou excursionar apenas como CJ Ramone.

06 – No começo deste ano, você teve seu baixo, um item único e original da Mosrite, roubado depois de um show em Tóquio. Você já conseguiu encontrar este instrumento? Como isto aconteceu?

O baixo se foi e não acredito que voltará para mim. Ocorreu depois do show, em um depósito ao lado do palco. Alguém simplesmente pegou-o e saiu andando com ele. Foi uma droga, mas a turnê foi boa. O fã-clube japonês está fazendo de tudo para localizá-lo para mim. Também tem um DJ que fará um remix da música "Strength to Endure" para divulgar para todos no Japão que meu baixo foi roubado.

Pelo menos uma coisa boa aconteceu por causa disso. Aquele baixo tinha sido feito pelo Sr. Yusa, quem realiza a manufatura dos instrumentos Mosrite no Japão. No dia seguinte que o baixo foi roubado, meu grande amigo Yuki e eu fomos ver o Sr. Yusa e contá-lo a história. Ele ouviu calmamente, com seus braços dobrados, como sempre faz. Quando acabamos de contar a história, ele caminhou de volta para dentro da loja e voltou com um novo baixo, modelo sparkle Mosrite, prateado, e me deu. Ele ainda estampou no braço CJ 001 e disse: “A família Mosrite é mais importante”. Sr Yusa e sua esposa eram grandes amigos do Johnny Ramone, como meu amigo Yuki. Depois desta experiência, eu entendi o por quê.

07 – Em outubro, você irá participar da campanha Walk Now for Autism Speaks. Conte-nos sobre esta fundação e por quê você começou a participar desta causa.

Meu filho Liam é autista. Eu tentei fazer o meu melhor, desde que ele foi diagnosticado, para aprender sobre autismo e para encontrar o que eu poderia fazer para ter certeza que ele teria uma vida boa. Eu escolhi a Autism Speaks porque eles gastam grande parte do orçamento em pesquisas. A campanha Walk Now for Autism Speaks é um grande evento de divulgação da fundação e atrai muito dinheiro para os investimentos em pesquisas. Meu time estará presente comigo no evento deste ano em Long Island: minha esposa Denise, nosso bebê Mia, minha filha Lili e, claro, meu filho Liam. Você pode ver este time e obter mais informações no seguinte link:

www.walknowforautismspeaks.org/longisland/cjramone.

08 – Vamos falar um pouco sobre os Ramones. Quais eram suas expectativas quando entrou na banda?


Eu não sabia o que esperar. Exceto, ter muita diversão.

09 – Quando você entrou nos Ramones, em 1989, você tinha idéia sobre como era toda àquela tensão entre os integrantes da banda, principalmente entre Johnny e Joey?

Não tinha. Eu não sabia até perguntar a Johnny como ia a Linda (esposa de Johnny e ex-namorada de Joey) na frente do Joey. Foi ai que eu descobri. Johnny não respondeu, mas depois Monte (Monte A. Melnick foi tour manager dos Ramones de 1974 a 1996) me contou toda aquela história horrível.

10 – Você acha que conseguiu contribuir para melhorar o clima na banda? Como Joey canta na música “It`s Gonna be Alright” (music from Mondo Bizarro – 1992): “Got good feelings about this year / All is very well, C.J. is here”. (Adquirido sentimentos bons sobre este ano / Tudo está muito bem, C.j. está aqui).

Eu ouvi Johnny, Joey e até o Tommy dizerem isto nas entrevistas ao longo dos anos. Isto me faz sentir bem. É bom saber que eu ajudei meus heróis.

11 – Depois que os Ramones terminaram, você tocou com Marky e Dee Dee no The Ramainz. Como você se sentiu quando tocou com um ídolo e com o músico que você substituiu nos Ramones?

Dee Dee era o meu favorito. Eu amava aquele cara. Ele foi um dos maiores letristas de música de todos os tempos e realmente original. Todos que vieram depois dele queriam ser como ele. Tocar com ele no The Ramainz foi inacreditável. Especialmente quando eu descobri que a maioria das músicas favoritas dos Ramones para ele eram as mesmas que as minhas. Eu gostaria que ele ainda estivesse aqui.

12 – Como é seu relacionamento com os outros ex-membros dos Ramones? Marky, Tommy e Richie?


Eu não tenho contato com nenhum deles. Não tenho sentimentos ruins, apenas faço minhas próprias coisas agora.

13 – Obrigado pela entrevista, CJ Ramone. Bons shows pra você aqui no Brasil. Deixe um recado para os fãs brasileiros.

Eu espero que todos venham para celebrarmos a grande banda que os Ramones foram e que estará sempre junto comigo. Espero ver todos vocês nos shows.

Ramones para sempre!