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Matéria

Semana da Independência

Flavio Bahiana - jornalista

flaviobahiana@gmail.com


Ocorrerá entre os dias 6 e 12 de setembro, em São Paulo, o festival SEMANA DA INDEPENDÊNCIA, na casa de shows Hangar 110, que é uma das organizadoras do evento junto com o site Zona Punk e o jornal Antimídia. Paralelamente a este evento, os organizadores também realizarão uma série de shows e festas no clube Outs, sendo que, todos que tiverem o canhoto do ingresso dos shows do Hangar 110, poderão entrar de graça.


Serão seis dias de shows com diversas bandas independentes, sendo que no feriado de 7 de setembro, das 14h às 20h, ocorrerá a Feira da Independência, com exposições de fotografias e cartazes de shows; exposição de vídeos independentes como clipes, documentários e shows que aconteceram no Hangar 110; shows acústicos com Redson do Cólera e Teco Martins do Rancore; e stands vendendo fanzines e diversos produtos independentes, como: cd`s, DVD`s, postais, posters e camisas.

Participarão do festival algumas das principais bandas independentes do Brasil, como: Dance of Days, Garage Fuzz, Zumbis do Espaço, Sugar Kane, Hateen, Fistt, Gritando HxCx, Questions, Presto?, entre outras.

Para maiores informações, acesse o site do festival SEMANA DA INDEPENDÊNCIA:

http://semanadaindependencia.wordpress.com/

Confira abaixo o Manifesto do festival SEMANA DA INDEPENDÊNCIA:

A SEMANA DA INDEPENDÊNCIA não é apenas um festival. É um evento apoiado sobre o senso comum de diversas bandas que estão na cena musical independente de São Paulo há tempos e que acreditam que uma nova partida só depende do envolvimento e participação das próprias bandas, do público, dos fanzines, selos, artistas e de todos que tenham vivo em si o espírito que move este cenário e o mantém como algo culturalmente produtivo e promissor.

Nos últimos anos o que se viu da cena independente foi a transformação de um espírito de atitude jovem num mero trampolim para o mainstream. O espírito foi se perdendo e, para muitos, tocar no meio independente era apenas um meio de chamar a atenção de algum grande produtor ou gravadora para obter fama e sucesso. Não condenamos, cada um com seus objetivos e prioridades, mas não é isso que a cena independente sempre defendeu e manteve vivo.

Um espaço para artistas se expressarem sem censura, com plenitude, sem interferência de visões comerciais, apoiado nas bases do DIY, é isso o que a cena independente sempre quis, o que todos envolvidos nesse projeto ainda acreditam e o que, a partir desse marco, não vamos deixar ser tomado, consumido ou diminuído por empresas megalomaníacas em busca de novos nichos de mercado. Não vamos nos render.

7 dias de evento. 50 shows. Feira de material alternativo. Exposições. Intercâmbio... Saudosismo? Não, não temos saudade do PRESENTE. Nosso tempo é AGORA e esse espaço é NOSSO!!! Sempre foi, sempre será e não vamos abrir as pernas pra quem tenta usar a mídia para forçar a mentira de que tudo está acabado. Participe da SEMANA DA INDEPENDÊNCIA. E, mesmo que não possa comparecer devido à distância, ajude a divulgar. Essa luta é de todos nós.

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Pelo fim da assinatura da taxa telefônica

Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


Todos os meses pagamos um alto valor de assinatura de taxa telefônica. No entanto, há um projeto de lei (lei nº 5476/2001) que está na Câmara que finda essa cobrança. É um projeto do deputado federal Marcelo Teixeira (PMDB/CE).

Infelizmente, este projeto ainda não foi aprovado. Se aceito, pagaremos apenas nosso próprio consumo, o que seria muito mais justo.

Pena que esse projeto de lei não é divulgado pelos veículos de comunicação. No entanto, podemos fazer a nossa parte.

Basta ligar para 0800 619.619. Este é o telefone da Câmara dos Deputados. Eles farão três (é uma mensagem gravada) sobre este projeto. Se você for favorável ao projeto, basta digitar três vezes a tecla número 1.

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Cai a desnutrição; aumenta a obesidade
Vitor Orlando Gagliardo - jornalista

govitor@yahoo.com.br


De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE e financiada pelo Ministério da Saúde, houve uma diminuição da desnutrição em todas as faixas de renda e em todas as regiões do país. O Nordeste foi o território que mais reduziu os índices de desnutrição infantil, alcançando percentuais próximos aos do Sudeste e aos do Centro Oeste, que historicamente apresentavam índices menores.

Se estes avanços continuarem, o MS espera que já na próxima década, a desnutrição crônica seja superada. “A desnutrição despenca rapidamente no país graças aos programas sociais e à atuação do Saúde da Família para orientar padrões alimentares”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O IBGE afirmou que esta melhoria está associada à: melhor poder aquisitivo das famílias de menor renda, com a valorização do salário mínimo e à complementação da renda; ao aumento da escolaridade das mães; à universalização do ensino fundamental e à ampliação da cobertura de serviços básicos de saúde e saneamento.

No entanto, um resultado nesta pesquisa preocupou: o acelerado crescimento da obesidade em todas as faixas etárias. Explica-se: a população brasileira faz pouca atividade física e está mudando o padrão alimentar de forma inadequada (maior ingestão de produtos industrializados). Segundo a pesquisa, metade da população adulta está acima do peso considerado ideal.

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Espiritualidade

Evangelho de Lc 14, 25-33

Pe. Cleneu Magri - Vigário da Paróquia Sangue de Cristo

desburocratizando@gmail.com


O Evangelho traça as coordenadas do “caminho do discípulo”: é um caminho em que o “Reino” deve ter a primazia sobre as pessoas que amamos, sobre os nossos bens, sobre os nossos próprios interesses e esquemas pessoais. Quem tomar contato com esta proposta tem de pensar seriamente se a quer acolher, se tem forças para a acolher… Jesus não admite meios-termos: ou se aceita o “Reino” e se embarca nessa aventura a tempo inteiro e “a fundo perdido”, ou não vale a pena começar algo que não vai levar a lugar algum.

No evangelho Jesus fala das exigências fundamentais para quem quer seguir o “caminho do discípulo” e chegar a sentar-se à mesa do “Reino”? Jesus põe três exigências, todas elas subordinadas ao tema da renúncia.

A primeira exige o preferir Jesus à própria família (vers. 26). A este propósito, Lucas põe na boca de Jesus uma expressão muito forte. Literalmente, podemos traduzir o verbo “misséô” aqui utilizado como “odiar” (“quem não odeia o pai, a mãe… não pode ser meu discípulo”). Para ser discípulo, é preciso odiar alguém? Não. Segundo a maneira oriental de falar, “odiar” significa “pôr em segundo lugar algo porque, entretanto, apareceu na vida da pessoa um valor que ainda é mais importante”. É evidente que Jesus não está a pedir o ódio a ninguém, muito menos a esses a quem nos ligam laços de amor… Está, sim, a exigir que as relações familiares não nos impeçam de aderir ao “Reino”. Se for necessário escolher, a prioridade deve ser do “Reino”.

A segunda exige a renúncia à própria vida (vers. 27). O discípulo de Jesus não pode fazer opções egoístas, colocando em primeiro lugar os seus interesses, os seus esquemas, aquilo que é melhor para ele; mas tem de colocar a sua vida ao serviço do “Reino” e fazer da sua vida um dom de amor aos irmãos, se necessário até à morte. Foi esse, de fato, o caminho de Jesus; e o discípulo é convidado a imitar o mestre.

A terceira exige a renúncia aos bens (vers. 33). Jesus sabe que os bens podem facilmente transformar-se em deuses, tornando-se uma prioridade, escravizando o homem e levando-o a viver em função deles; assim sendo, que espaço fica para o “Reino”? Por outro lado, dar prioridade aos bens significa viver de forma egoísta, esquecendo as necessidades dos irmãos; ora, viver na dinâmica do “Reino” implica viver no amor e deixar que a vida seja dirigida por uma lógica de amor e de partilha… Pode, então, viver-se no “Reino” sem renunciar aos bens?

Com este rol de exigências, fica claro que a opção pelo “Reino” não é um caminho de facilidade e, por isso, talvez não seja um caminho que todos aceitem seguir. É por isso que Jesus recomenda o pesar bem as implicações e as consequências da opção pelo “Reino”.

A parábola do homem que, antes de construir uma torre, pensa se tem com que terminá-la (vers. 28-30) e a parábola do rei que, antes de partir para a guerra, pensa se pode opor-se a outro rei com forças superiores (vers. 31-32) convidam os candidatos a discípulos tomar consciência da sua força, da sua vontade, da sua decisão em corresponder aos desafios do Evangelho e em assumir, com radicalidade, as exigências do “Reino”.

A palavra de hoje é-nos dada para nos despertar e, ao mesmo tempo, para nos encorajar. Aqueles que, apesar de tudo e contra tudo, continuam a dar um lugar importante na sua vida a Jesus, têm razão. O Evangelho de hoje é um convite urgente a mantermo-nos na nossa fé, por mais que isso custe!